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terça-feira, 8 de maio de 2012

SEGURANÇA.



                                            SEGURANÇA

                       Tiro falso, ação real

                                   Instrutores da Academia da Polícia Civil dão as orientações

Para que a polícia possa entrar em um ambiente dominado pela violência é preciso treinamento. É por isso que 45 policiais civis de Santa Maria, São Pedro do Sul e Santiago participam, desde ontem, de um treinamento para encarar este tipo de situação. As atividades ocorrem em uma arena de paintball (jogo de tiro com bolas de tinta) de Santa Maria.

No local, foi montado um cenário parecido com uma favela, com obstáculos, casas fictícias e bandidos que recebem os policiais “na bala”. Quem orienta os participantes é uma equipe de instrutores de tiro da Academia de Polícia Civil, chefiada pelo comissário José Mauro Moreira Machado.

– Simulamos diferentes tipos de situação com o foco principal voltado para o estresse. Precisamos ver como eles reagem em ambientes em que as decisões precisam ser tomadas rapidamente. Depois, passamos as instruções e apresentamos novas técnicas – explica Machado.

O delegado regional Marcelo Arigony diz que as regras são simples. Cada grupo precisa passar pelos obstáculos e chegar a uma casa.

– Em algumas situações, existe um refém que precisa ser libertado, mas o policial tem dois fatores contra si. O primeiro é que, se for atingido, está fora. O segundo é a quantidade de munição. Cada policial tem direito a 12 bolinhas. É a mesma capacidade do pente da pistola usada pela maioria dos policiais – diz.

Os policiais que participaram do treinamento ontem foram divididos em três grupos. A primeira entrada, cujo terreno eles não conhecem, serviu para que o instrutor observasse suas reações. Em seguida, todos receberam instruções sobre a área e montaram táticas para voltar.

Na avaliação do titular da Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Santa Maria, Sandro Meinerz, as situações são bem próximas da realidade.

– Precisamos lidar com pontos que dificultam a nossa ação, como adrenalina, dificuldade de concentração e ainda os gritos e bombas – avalia, acrescentando que o diferencial é a resistência dos adversários, que, na vida real, atiram e fogem.

Tática – Planejar e executar um ataque para concluir o percurso nem sempre foi possível no treinamento.

– Quando entramos em combate, nossos homens foram baleados, e eu tive que tomar a liderança, mas fui abatido, sem munição – conta o escrivão Gilnei da Silva, que chegou mais perto do final do percurso entre os integrantes do seu grupo.