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sábado, 5 de maio de 2012

SEGURANÇA.



SEGURANÇA

Contra a saída dos 50 PMs

Executivo, Câmara e entidades de Santa Maria enviaram ao Estado carta de repúdio a empréstimo de policias

Na sexta-feira, no mesmo dia em que, extraoficialmente, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul confirmou que 50 policiais militares da região iriam atuar na força-tarefa na Capital e cidades vizinhas, uma carta de repúdio à iniciativa foi assinada pelo prefeito de Santa Maria, presidente da Câmara de Vereadores e por líderes de várias entidades representativas, e endereçada ao secretário de Segurança Pública, Airton Michels.

O documento diz que a medida é contraditória e preocupa diversas entidades. Em um trecho, o prefeito Cezar Schirmer (PMDB) afirma que “medidas são tomadas em favor da segurança, tais como a criação da guarda municipal e central de videomonitoramento, entretanto, todo esse esforço ficará prejudicado se ocorrer à remoção desses policiais.”

Entidades – O presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria (Cacism), Luiz Fernando Pacheco, considera a situação preocupante.

– Lotar dois ou três ônibus de policiais e ficar para lá e para cá indica total falta de planejamento e política de segurança pública. Retirar os militares daqui nos deixa com sentimento de preocupação e desproteção – diz Pacheco.

Para o coordenador da União das Associações Comunitárias (UAC), Rodrigo dos Santos, a cidade não poderá ficar desguarnecida.

– Sabemos que Santa Maria tem um dos maiores efetivos do Estado, tanto que existe repasse em outros momentos como na Operação Golfinho. Porém, lugar de PM é aqui, fazendo a segurança nas ruas. Não deve nem estar fiscalizando o trânsito. Sou totalmente contra esta remoção, mas se a BM não tiver outra saída, deve, primeiro, dar garantias de que a comunidade não será prejudicada – considera Santos.

A remoção dos policiais está confirmada. Porém, o Comando Regional de Policiamento Ostensivo Central (CRPO/Central) em Santa Maria ainda não sabe quando nem quantos militares devem ser levados à Capital. Conforme a SSP, o secretário Michels não havia assinado, até as 18h de sexta-feira, o documento referente às remoções, por isso, a BM não podia confirmar os dados referentes ao número de policiais que devem ser removidos.

Conforme o comandante do CRPO/Central, coronel Jaime Machado Garcia, embora a força-tarefa inicie na segunda-feira, os militares não precisam necessariamente estarem todos lá neste dia. Ele diz que ainda é precisa definir detalhes como alojamento, transporte e outras questões, para, depois, receber os PMs na região.

Ele ameniza a preocupação das entidades dizendo que há alternativas para conter os crimes na cidade.

– Não estou preocupado, pois temos uma carta na manga para não sermos afetados com esta medida – conta o coronel, sem revelar qual seria a inciativa.

A SSP pretende reunir os homens na segunda-feira. O efetivo deve passar por um treinamento de dois dias para, depois, passar a atuar em Porto Alegre e cidades vizinhas a partir de quarta-feira.